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Cidade Invisível – Netflix – Crítica


Nova série original Netflix, tem como personagens, as lendas do Folclore Brasileiro, como Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa. Com elenco gigante em vários sentidos, encabeçado por Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Fábio Lago, José Dumont, Jéssica Córes, Jimmy London, entre outros.

A trama gira em torno do policial ambiental Eric (Pigossi) tentando descobrir quem causou a morte de sua esposa (Julia Konrad), ao mesmo tempo que precisa cuidar de sua filha Luna (Manuela Dieguez). Essa busca o leva até as divindades da floresta que lideradas pela Cuca (Alessandra Negrini) tentam sobreviver em nosso mundo. Vale destacar que Cuca está para Cidade Invisível, como esta Wednesday para American God.

A atmosfera, a fotografia e até mesmo a construção dos personagens e suas motivações, lembram American God, inclusive a introdução também remete a ela e a outra série de sucesso, Dark. Takes com efeito espelho, algumas imagens com metáforas para personagens e tramas da série, mas apesar destas semelhanças, Cidade Invisível é uma das melhores desse ano de 2021 e com certeza uma das melhores já produzidas no Brasil, mostrando para muitos que torcem o nariz para produções Brasileiras que também podemos fazer séries com excelente qualidade de produção.

A série tem chamado a atenção pela falta de representatividade indigena, realmente é uma falha, mas com certeza será corrigida a partir da, provável, segunda temporada, pois o showrunner é Carlos Saldanha, criador da franquia A Era do Gelo.

Efeitos especiais. Cidade Invisível tem efeitos de primeira qualidade, não deixando nada a desejar a produções gringas, destaque para o Curupira (Fábio Lago) e Iara (Jéssica Córes).

Além da trama de Eric procurando culpados pela morte de sua esposa, há a luta das entidades para sobreviverem no mundo moderno – já falei de American God? -. Cuca (Negrini) tentando recrutar outras entidades para lutar por essa sobrevivência, são retirados de seu estado de inaptidão graças a outra entidade do nosso folclore, o Corpo Seco.

Algumas coisas interessantes abordadas na série, são as origens das entidades, ao menos as principais, como o Saci que surgiu após ser deixado para morrer, preso a uma corrente no tornozelo e num poste usado para torturar escravos. Sem Spoilers.

Ponto para a Netflix apostar numa trama nacional e que está rendendo elogios no exterior, principalmente num momento onde o audiovisual nacional, vem sendo destruído sem nenhum pudor. 

Palmas para Netflix, Carlos Saldanha e elenco!


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Diogo Pereira

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