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Um Lugar Silencioso: Parte II | Crítica


Em Um Lugar Silencioso – Parte 2, logo após os acontecimentos mortais do primeiro filme, a família Abbott (Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe) precisa agora encarar o mundo afora, continuando a lutar para sobreviver em silêncio. Obrigados a se aventurar pelo desconhecido, eles rapidamente percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças que os observam pelo caminho de areia.
 
Um Lugar Silencioso foi daqueles filmes que surpreenderam o público na época de sua estreia, principalmente por usar o silencio quase como um personagem do seu filme, e mesmo sendo sucesso de público e crítica, muitos diziam que o longa não precisava de uma sequência, onde que até me encaixo, mas agora eu já posso dizer que eu estava errado, e depois de assistir a sequência vou além, eu estava muito errado e estou feliz por isso.
 
Antes de continuar a história do longa, o diretor e roteirista John Krasinski nos mostra o que aconteceu no primeiro dia da chegada dos alienígenas a terra, uma sequência que mostra o quanto a direção dele é boa, cenas rápidas, que estabelece boas relações para o futuro do longas, mas que eu confesso ser algo que eu não queria ver. Uma das coisas que eu gostei no primeiro foi não saber de nada, e com isso seguir aquela história meio às cegas, já que eles também estão aprendendo sobre como sobreviver, em um mundo silencioso e já bem abandonado. Mas de qualquer forma sempre é bom ver Krasinski atuando, e também dirigindo, principalmente na cena do ônibus, cuide essa cena quando ver.
 
Quando voltamos para onde o primeiro longo terminou, já conseguimos perceber que o filme mudou, e isso foi uma excelente a surpresa. Mesmo sendo fã do que o longa anterior fez, a sequência precisava evoluir, e pra isso o roteiro nos leva para a estrada, e deixa isso claro visualmente, quando o primeiro passo fora da estrada de areia é dado. A partir dali todas as regras do mundo apresentado para o público precisam ser revistas, afinal na estrada a família Abbott já não tem mais o controle que o ambiente antes permitia, mesmo que no final tudo tenha perdido o controle antes de qualquer foram. E isso é a forma perfeita de evolução do filme, agora com um filme de jornada, onde eles precisam sair do ponto “A” para ao “B” para cumprir um determinado objetivo, isso deu uma dinâmica nova para o longa que me agradou muito, me lembrando inclusive dos jogos “The Last Of Us”, e eu só ficava pensando, é isso que eu quero quando contarem essa história também.
 
Dessa forma, também temos side quests para os personagens, cada um acaba tendo uma missão importante dentro do longa, mais uma decisão do roteiro que me agrada muito, mesmo que algumas delas acabem gerando algumas facilitações que também vimos no primeiro filme, nada que me incomode tanto assim, talvez apenas quando ele usa algumas decisões muito incoerentes, como quando Marcus (Noah Jupe) mostra muito medo de se separar de sua mãe, mas logo depois sai para dar um rolê que obviamente cria um problema que precisa ser superado logo depois.

O elenco continua incrível, e com a ausência de John Krasinski, o longa traz Cillian Murphy, e a substituição acontece a altura. Murphy nos entrega um personagem traumatizado, que perdeu a família e com mais experiência que a família Abbott com esse novo mundo que eles vão encontrando, e principalmente em como as pessoas que sobraram estão reagindo a ele, e no fim ele é o pai que perdeu a família, encontrando uma família que perdeu o pai.

Suspense! Um lugar silencioso - Parte II. Assista e leia no Clube!

Mas é sequência é realmente de Millicent Simmonds, é Regan que nos entrega a relação mais interessante desse novo mundo, e volta com uma atuação ainda melhor que no primeiro filme, e além disso a química dela com Cillian Murphy é ainda melhor do que a que já tinha com Krasinski. Além da ótima atuação, sempre que a direção nos leva a ver os acontecimentos a partir da percepção dela, nossos sentidos são testados e a angústia em meio a momentos tensos do filme se eleva ainda mais, espero ver muito mais dela no futuro.
 
Já não é mais novidade a importância do som para a experiência aqui, porém diferente do primeiro, onde o silêncio precisava reinar, aqui parece que o filme se entrega mais a quebra do som, e ele serve muito a imersão no terror que essa sequência pede, momentos que inclusive rendem bons sustos. É a forma de mostrar como nem todo jump scare precisa ser apelativo, em Um Lugar Silencioso Parte 2 essas, eles servem para quebrar o tão importante silêncio do primeiro, mais uma vez mostrando que a sequência soube muito bem evoluir sua história.
 
Um Lugar Silencioso Parte 2 volta muito bem, e diferente do que eu tinha pensado no primeiro, agora o espaço para termos uma trilogia está aberto, e inclusive já muito aguardada por aqui. Um filme que vale muito ver no cinema, mas lembrem que os tempos são complicados, e procure saber dos protocolos de segurança, e aproveitem a experiência com toda segurança que o momento pede.


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